O primeiro Tribunal do Júri realizado no novo Fórum da Comarca de Barbacena terminou com a condenação de João Pedro da Silva Reis a 14 anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de homicídio duplamente qualificado. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (30) e se estendeu por aproximadamente 11 horas.
A sessão foi presidida pelo juiz Alexandre Verneque, titular da 3ª Vara Criminal da Comarca de Barbacena.
O réu foi levado a julgamento pela morte de Mateus Cecílio Neto, crime registrado na noite de 30 de abril de 2025, no município de Antônio Carlos.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a vítima caminhava pela via pública acompanhada de uma testemunha quando foi surpreendida pelo acusado, que teria se aproximado por trás e efetuado disparos de arma de fogo.
Ainda segundo a acusação, após Mateus cair ao solo, o autor tentou realizar novos disparos em direção à cabeça da vítima, mas a arma teria ficado sem munição. Na sequência, antes de deixar o local, o denunciado teria desferido um chute contra a vítima e fugido em uma motocicleta.
As investigações apontaram que o crime teria sido motivado por uma dívida relacionada ao tráfico de drogas.
Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, argumentando que o ataque ocorreu de forma repentina, sem possibilidade de reação.
Conforme consta na denúncia, o acusado foi localizado posteriormente no estado de São Paulo utilizando documentos falsos — circunstância apontada pela acusação como tentativa de evitar a responsabilização criminal.
Com a decisão do Conselho de Sentença, João Pedro da Silva Reis foi condenado a cumprir pena de 14 anos de reclusão em regime inicial fechado.





