O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou nesta segunda-feira (10), em Belo Horizonte, a Oficina de Monitoramento “Escuta Protegida”. O encontro reuniu profissionais que atuam na rede de proteção à infância e à adolescência para discutir avanços e desafios na aplicação das medidas de proteção a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
A iniciativa faz parte de um trabalho desenvolvido desde 2020 com o objetivo de padronizar os procedimentos adotados pelos diferentes órgãos que integram a rede de proteção.
A proposta é fortalecer a integração entre os setores de saúde, assistência social, educação, segurança pública e Justiça. A articulação busca agilizar os atendimentos, evitar constrangimentos e reduzir a possibilidade de revitimização durante a coleta de depoimentos.
Durante a oficina, também foi apresentado um diagnóstico sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes em Minas Gerais e Belo Horizonte.
Entre 2014 e 2025, foram registradas 48.344 ocorrências no estado. Do total, 73,9% dos casos ocorreram dentro de residências, enquanto 84,6% das vítimas eram meninas. Quase metade das vítimas tinha entre 9 e 13 anos.
O levantamento também identificou a presença frequente de familiares e pessoas próximas entre os autores das agressões, reforçando a importância da atuação integrada dos órgãos responsáveis pela proteção de crianças e adolescentes.





