Dois homens são condenados por pagamentos ilegais ligados a hospitais mineiros

A Justiça Federal condenou Marcello Telles de Souza Júnior e Marcos Flávio de Moura Barbosa por corrupção ativa, em um caso que envolve o pagamento de R$ 524 mil em vantagens indevidas a um médico. A decisão foi proferida pela 3ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte no âmbito da Operação Desiderato, conhecida como “máfia das próteses”, que apurou irregularidades no fornecimento de materiais hospitalares em Minas Gerais.

Conforme a sentença, entre 2011 e 2015 os réus fizeram pagamentos para assegurar a utilização de materiais da empresa Signus do Brasil em procedimentos nos hospitais São João de Deus, em Divinópolis, e Ibiapaba, em Barbacena. Os valores teriam sido repassados ao cardiologista Augusto Lima Filho por meio de uma empresa médica da qual ele era sócio. Os pagamentos foram registrados em 46 notas fiscais de serviços que, segundo a investigação, não teriam sido realizados. Parte dos procedimentos era custeada pelo SUS.

Cada condenado recebeu pena de um ano, um mês e dez dias de reclusão e 14 dias-multa. As penas de prisão foram substituídas por prestação de serviços comunitários e pagamento de cinco salários mínimos a uma instituição a ser indicada pela Justiça. Ambos poderão recorrer em liberdade. O cardiologista citado como destinatário dos valores firmou acordo de não persecução penal e responde em procedimento separado; ele não foi condenado nesta decisão.

Até o fechamento da matéria, o Hospital Ibiapaba não havia se manifestado.

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