Memorial Rafaela Drumond é inaugurado em Barbacena

Foi inaugurado nesta quarta-feira (26), em Barbacena, o Memorial Rafaela Drumond, criado para preservar a memória e a trajetória da escrivã da Polícia Civil, que morreu em junho de 2023, aos 31 anos.

O espaço tem como proposta manter viva a história de Rafaela e contribuir para a conscientização e o combate ao assédio moral e sexual nos ambientes de trabalho.

O memorial integra o Instituto Rafaela Drumond, fundado em fevereiro de 2024 por Aldair Divino Drumond, pai da escrivã. A instituição oferece acolhimento, orientação e encaminhamento a profissionais para pessoas que enfrentam situações de discriminação e violência.

A história de Rafaela ganhou repercussão nacional após denúncias envolvendo episódios de assédio moral, assédio sexual, perseguição, boicote e sobrecarga de trabalho.

Em junho de 2023, ela foi encontrada sem vida pelos pais, em casa, em um distrito de Antônio Carlos. Rafaela era lotada na Polícia Civil de Carandaí.

O caso foi investigado e também provocou discussões sobre as condições de trabalho dos servidores públicos e a necessidade de mecanismos de proteção.

A mobilização em torno da história da escrivã também deu origem à chamada Lei Rafaela Drumond. Segundo informações divulgadas pelo instituto, pelo menos dez cidades brasileiras já aprovaram legislações inspiradas em sua trajetória, sendo oito em Minas Gerais, uma em São Paulo e uma no Rio Grande do Sul.

Outras 14 cidades, em diferentes regiões do país, possuem propostas semelhantes em tramitação.

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