Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado após as negociações salariais terminarem sem um acordo. A decisão foi tomada durante assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10), com participação de sindicatos de diferentes estados.
De acordo com a Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect), entre os principais pontos de divergência nas negociações está o plano de saúde oferecido aos funcionários. A entidade afirma que a empresa pretende promover mudanças no benefício após uma série de reuniões e tentativas de mediação junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Diante da possibilidade de impactos nas atividades, os Correios informaram que colocaram em funcionamento um Plano de Continuidade de Negócios. Entre as medidas previstas estão o remanejamento de empregados, o reforço das equipes operacionais e ajustes na logística, com o objetivo de manter os serviços de entrega durante o período de paralisação.
A greve ocorre em um momento de dificuldades financeiras enfrentadas pela estatal. Os Correios acumulam 15 trimestres consecutivos de prejuízos e registraram resultado negativo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026.
A empresa também aguarda a contratação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, que deverá ser concedido por um consórcio formado por instituições bancárias.
Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil





