A Polícia Civil concluiu a investigação da Operação Cyprium, que apurou a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em furtos de fios de telefonia e cobre, receptação e lavagem de dinheiro.
Segundo o inquérito, o grupo teria movimentado mais de R$ 150 milhões nos últimos anos e estaria ligado a mais de 1.400 furtos. Ao final das investigações, 26 pessoas foram indiciadas e quatro empresas foram identificadas como parte da estrutura utilizada pelo esquema.
As apurações apontaram que funcionários e ex-funcionários de empresas dos setores de telefonia e internet teriam facilitado as ações. De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos utilizavam uniformes e ordens de serviço falsas para se passar por trabalhadores autorizados durante os furtos.
Os materiais retirados das redes eram recolhidos em diferentes municípios da Zona da Mata, incluindo Juiz de Fora, Viçosa, Ubá, Cataguases e Visconde do Rio Branco. Posteriormente, os produtos eram transportados principalmente para os estados do Rio de Janeiro e da Bahia.
A investigação também identificou suspeitas de furtos em cemitérios. Entre os objetos que teriam sido levados estão placas, crucifixos, imagens religiosas, lápides e floreiras.
A Operação Cyprium foi realizada em duas fases, com ações em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Na Zona da Mata, um homem de 29 anos, proprietário de um ferro-velho em Juiz de Fora, foi apontado como responsável por comandar a atuação do grupo na região.
Ele foi preso em flagrante durante a primeira fase da operação, realizada em setembro do ano passado, por suspeita de receptação qualificada de fios de cobre.





