Prefeitos e deputados cobram reajuste no financiamento do Samu em Minas Gerais

Deputados, prefeitos e representantes de consórcios intermunicipais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) se reuniram nesta quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para cobrar do governo federal o reajuste dos repasses destinados ao financiamento do serviço e o cumprimento da divisão legal do custeio entre União, estados e municípios.

O debate ocorreu na Comissão de Saúde e teve como base a Portaria nº 1.010/2012 do Ministério da Saúde, que estabelece a responsabilidade tripartite do financiamento do Samu, com 50% de participação da União, 25% dos estados e até 25% dos municípios. No entanto, levantamento apresentado pelo Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência Centro-Sul aponta que nenhum consórcio mineiro recebe os percentuais previstos. O maior índice identificado é de 32,36%.

Durante a reunião, prefeitos relataram dificuldades financeiras crescentes e impactos diretos na manutenção do serviço de urgência. A Associação Mineira de Municípios (AMM) destacou que os municípios vêm arcando com custos cada vez mais elevados e defendeu a necessidade de correção inflacionária dos repasses.

O prefeito de Barbacena, Carlos Du, que também preside o consórcio regional de saúde, afirmou que a defasagem nos repasses compromete o tempo de resposta das ocorrências, a qualidade do atendimento prestado à população e a remuneração dos profissionais, que, segundo ele, está defasada. Representantes do Ministério da Saúde reconheceram a importância do debate, mas afirmaram que a liberação de recursos depende da disponibilidade orçamentária, além de destacarem os repasses já realizados a estados e municípios.

Parlamentares e gestores, por sua vez, contestaram os argumentos do governo federal e afirmaram que o subfinanciamento compromete o funcionamento do serviço de urgência em todo o estado. A AMM reforçou ainda que os repasses não sofrem reajuste adequado desde 2023, o que amplia a pressão sobre os orçamentos municipais e agrava as dificuldades enfrentadas pelas administrações locais.

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